O fazer jornalístico e os novos tempos

  • Postado em 27 de julho de 2020

Em 2012 os autores e pesquisadores C. W. Andersen, Emily Bell e Clau Shirky preparam o relatório: JORNALISMO PÓS-INDUSTRIAL, publicado no Brasil pela Revista de Jornalismo da ESPM, sobre as novas fronteiras do fazer jornalístico. Apesar de sua publicação ter acontecido há quatro anos é possível identificar – nos atuais modos operacionais da profissão – os fatores que estão desencadeando as transformações em curso nos últimos anos do século XXI. Divido em eixos temáticos: introdução, jornalistas, instituições, ecossistema e conclusão,  o relatório apresenta as questões de sobrevivência, a partir de exemplos, do campo jornalístico.

O jornalismo, como uma das profissões mais antigas e tradicionais, tem se modificado. Os novos paradigmas comunicacionais, os aparatos tecnológicos e a descentralização dos espaços de mídia e veiculação de notícias, têm reconfigurado a rotina da produção noticiosa. O relatório centraliza as questões do jornalismo norte-americano, mas facilmente aplicáveis e reproduzíveis nos demais países e regiões.

Aos estudantes de jornalismo, aos donos de corporações e a estudiosos o texto ressalta a importância da reflexão e dos rumos que o jornalismo tomará nas próximas décadas. A leitura é recomendada e o debate é válido, afinal, é possível presenciar a atuação de papeis conflitantes entre jornalistas e não jornalistas, entre as agências de notícias e os perfis de pessoas comuns em redes sociais que “noticiam” os acontecimentos, ao seu redor.